quarta-feira, 10 de setembro de 2008

MINI CURSO I - 09/09/2008 - 2° dia.

A Fotografia como instrumento de trabalho de pesquisa e representação do outro, é o tema do mini curso 1 do III Semiário de Estudo Antropólogicos que teve início no dia 08 de Setembro, com a conferência. A programação do mini curso terá 15 horas com 5 sessões no perído de 9 a 11 de Setembro.
Pretende-se apresentar pesquisas que demosntrem a fotografia como efetiva metodologia de pesquisa em investigações antropologicas, como representação do outro (endógena e exógena) e como produto visual relevante na produção do conhecimento. As aulas serão ministrada a partir de pesquisas pessoais que abordam essas questões e de pesquisas referenciais sobre o tema.
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2ª. Aula:
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Na primeira parte foram debatido os seguintes textos:
Brandão, Carlos Rodrigues
"Fotografar, documentar, dizer com imagem", in Cadernos de Antropologia e Imagem no. 18, UERJ, 2004, pp. 27-53.
Guran, Milton
"Fotografar para descobrir; fotografar para contar",in Cadernos de Antropologia e Imagem no. 10, 1995, UERJ, pp. 155-165.


Na segunda parte apresentou pesquisas referenciais e pesquisas recentes, abordagens e metodologias:

- Bateson, Gregory e Mead, Margareth
Balinese character - A photography analysis, Special publications of the New York Academy of Scienses, vol. II, New York, 1942.
Texto complementar: Jacknis, Ira.
"Margaret Mead and Gregory Bateson in Bali: their use of photography and film", Cultura Anthropology, Vol. III, no. 2, 1988.


- Don Doll, S.J.
Crying for a Vision - A rosebud Sioux Trilogy 1886-1976, Morgan & Morgan, NY 1991.

- Santos, Silvio Coelho dos
Os Índios Xoklens - Memória visual, Editora da UFSC/Univali, Florianópolois, 1997.

- Alves, André
"Os Argonautas do Mangue - Uma etnografia", Imprensa Oficial do Estado, 2004, São Paulo.

- Guran, Milton
Agudás - Os "Brasileiros" do Benin. Editora Nova Fronteira / Editora Gama Filho, abril de 2000.

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3ª. Aula:
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Sapateiro: o retrato da casa
Este trabalho realiza uma leitura sobre um olhar específico, o fotográfo, que o jovem operário e a jovem operária da cidade de franca, São Paulo, fizeram de sua própria casa e, portanto, de um elemento importante de seu contidiano e de seu meio cultural. Câmaras fotográficas simples foram fornecidas a 13 trabalhadores de quatro indústria de calçados desta cidade para que fotografassem o seu cotidiano através de um roteiro previamente estabelecido. Da fotografia operária auto-representativa emergiu um universo visual singular e dificilmente penetrável ao olhar tradicional da antropologia. O deslocamento do olhar, produtor da imagem fotográfica, rompe com a posse de uma única visão fotográfica da realidade. O olhar auto-projetivo sobre sua própria casa deixa revelar a experiência perceptiva do espaço, e é construtor signicamente de modelos e padrões sociais.


Bibliografia:
Tacca, Fernando de
"Sapateiro: o retrato da casa", in http:www.studium.iar.unicamp.br/10/4.html






Por Cláudio Rogério.

Base NAVIS

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Conferência: III Seminário de Estudos Antropológicos - 1° dia.

Foi dado início ontem, dia 08 de Setembro, ás 19 horas, o III Seminário de Estudos Antropológicos. A abertura foi com Fernando Tacca (UNICAMP) que apresentou a Conferência com o tema "Imagens do Sagrado - Entre Paris Match e o Cruzeiro. O auditório comportou bem os presentes e logo depois foi servido um coquetel.
1ª. Aula
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O Sagrado em imagens", in Mídia, Cultura, Comunicação (org. Anna M. Balog, Antonio Adami, Juan Droguett, Haydde D. F. Cardoso), Arte & Ciência, São Paulo, 2002.
- "Camdomblé - Imagens do Sagrado", Revista Campos, edição especial da IV Reunión de Antropologia del Mercosul, UFPa, no. 03, ano 2003.



Candomblé - Imagens do Sagrado - Entre o Paris Match e a revista o Cruzeiro.
Fernando de Tacca

Em Setembro de 1951, a revista O Cruzeiro publicou uma reportagem sobre um ritual de iniciação no Candomblé, na Bahia, como seguinte título “As Noivas dos Deuses Sanguinários”, com 42 fotografias de José Medeiros. Seis anos depois, em 1957, amesma editora publicou um livro, chamado de “Candomblé”, com mais 22 fotografias inéditas incluindo algumas escolhida por Medeiros.
A nova forma de publicação colocou as mesmas imagens em outro formato e em outra valorização imagética. A publicação da revista O Cruzeirofoi decorrente de um embate com a revista Paris Match que publicou em maio de 1951 uma reportagem sobre o cineasta Henri George Clouzot pelo Brasil, com exclusividade na Bahia. A reportagem teve consequências para aqueles que deixaram fotografar e a pesquisa resgata a forma da inserção dos jornais no terreiro, a trajetória da mãe de santo e a polêmica instaurada pelo enfrentamento midiático. A partir de uma pesquisa de campo com encontro de memórias vivas de fato, levantamento de material iconográfico, documental e bibliográfico original, essa pesquisa analisa a publicação de documentação fotográfica do ritual de iniciação no camdomblé nos meios de comunicação de massas. Pretendemos nessa comunicação discutir o deslocamento dos significados sociais entre o sensacionalismo e a documentação etnográfica. A partir de um estudo de caso, pretendemos discutir os formatos de apresentação de material etnográfico nos meios de comunicação de massas e suas decorrentes conseqüências com a invasão de um olhar leigo “voyerista” e, muitas vezes preconceituoso, induzido pela mídia em relação às cerimônias e rituais tradicionaisde culturas locais não globalizadas.


Por Cláudio Rogério
Base NAVIS.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Fotografia e Antropologia visual



A compreensão da foto

Desde a década de 80 vem ocorrendo uma enorme expansão da linguagem fotográfica em diversas áreas, seja no mercado editorial, seja em nosso dia-a-dia através da forte presença da imagem enquanto comunicação de massa neste final de século, e também se reflete de maneira intensa nos trabalhos realizados pelas ciências humanas, com um número cada vez maior de antropólogos, sociólogos, historiadores e outros, que se utilizam de iconografias, fotografias, filmes e vídeos, como tema, fonte documental, instrumento, produto de pesquisa e ainda como veículo de intervenção político-cultural. Pois assim como a escrita, que fixa e repassa informações, a imagem fotográfica também perpetua acontecimentos de um dado tempo e momento, com a diferença que ao contrário da escrita, não é necessário ser iniciado-alfabetizado para construir e dar sentido a uma imagem, seu caráter polissêmico permite diversas e infinitas leituras. Por isso não é de se estranhar que a reação de povos ágrafos frente ao registro fotográfico seja semelhante às reações frente à escrita causando temor, curiosidade e fascinação de forma mais intensa, pois em relação a imagem, entende-se a primeira vista e percebe-se sua fidelidade rigorosamente visível. Os Yanomami, assim como outros povos de tradição fortemente oral, não admitem rememorar as lembranças de um ente perdido, seja através de palavras, seja através de fotografias. Esse tipo de recordação toma-se uma agressão violentíssima e perigosa, tanto para os vivos quanto para os mortos. Os Guarani nomearam a fotografia de forma distinta, batizando a palavra escrita Como KUATIA - que significa o desenho e a pintura corporal com uma espécie de aura, na qual a imagem mais que a escrita possui um contorno feiticeiro. Essas reações perante a imagem demonstram todo o manancial de significados que elas carregam para um possível leitor. Mais do que mágica ou misticismo, a imagem é permeada de sentidos que falam à vivência do espectador, reelaborando e permitindo o afloramento de fragmentos de experiências. Por ser uma linguagem específica, a imagem torna-se mais flexível de compreensão do que o texto, por suportar, em sua estrutura, vários significados. A imagem, neste contexto, pode ser lida exatamente como uma narrativa linear textual. "De todos os meios de expressão, a fotografia é o único que fixa para sempre o instante preciso e transitório. Nós, fotógrafos, lidamos com coisas que estão continuamente desaparecendo e, uma vez desaparecidas, não há mecanismo no mundo capaz de fazê-Ias voltar outra vez. Não podemos revelar ou copiar uma memória”. Henri Cartier-Bresson

FOTOGRAFIA E CULTURA



Técnica e homem


O primeiro mito suscitado pela imagem, sem dúvida o mais insistente, é o do conflito entre a técnica e o homem, o progresso material e os valores espirituais. Segundo Barthes, a “civilização da imagem” é um fenômeno novo que toma consciência na modernidade do século XX, produzindo, assim, uma extraordinária promoção da imagem em nossas vidas. A imagem é abordada tanto segundo sua natureza (cinema, história em quadrinho, imagens religiosas, fotografia, televisão) e suas relações com disciplinas das ciências sociais.A comunicação humana, ao longo das civilizações, tem polemizado diferentes formas de comunicação, uma delas é a linguagem articulada da fala, um instrumento do intelecto, da razão discursiva e abstrata. Do outro lado, temos a imagem como veículo natural dos afetos, dos mitos e dos sentimentos.Há quem diga que atualmente a palavra está sendo caçada pela imagem, levando a humanidade a uma regressão comunicativa. Nesta perspectiva, a imagem seria um veículo privilegiado, ocupando um plano superior nos meios de comunicação. Um exemplo disso está na exacerbação das mídias oculares nas grandes cidades, com out-dors, cartazes, vídeos games, etc.Tanto a palavra, como a imagem, possuem um sistema de signos como elementos comunicativos. Contemporaneamente, a contabilidade destes mundos significantes necessita de uma intensa reflexão que vai do mundo empírico ao mundo teórico, conceitual e metodológico para resolvermos a equação dessas matemáticas lingüísticas e imagéticas.

Peregrina Câmpelo

Antropóloga

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A cidade como objeto temporal
Como recurso de pesquisa, a antropologia visual mergulha na tecnologia. Inserida em um contexto urbano, torna-se cada vez mais interessada na investigação sobre a fruição estética contemporânea.

Em particular, a Antropologia em sua atração pelas imagens é filha legítima da cultura do espetáculo e cultura da tela onde vemos agenciadas a imagens do Estranho e do Estrangeiro em quadros, gravuras e desenhos, fotografias, filmes e registros sonoros. A aventura antropológica de narrar as culturas humanas se nutre nos lugares originais de leitura e contemplação do exótico e do pitoresco, quais sejam, as paredes dos museus e as prateleiras dos colecionadores tanto quanto as páginas dos livros, dos romances de viagens, etc. Amplificando a clássica modalidade de escrita etnográfica da pré-história da antropologia, a antropologia moderna desde B. Malinowski, passando por M. Mead e G. Bateson, incluindo até mesmo C. Levis-Strauss incorpora ao ato de escrever outros gestos de descrição das formas através das quais sociedades humanas se expressam, ou seja, os atos de fotografar, filmar ou gravar. Entretanto, é com a produção filmica de Jean Rouch e de sua antropologia compartilhada que nasce as bases contemporâneas dos usos dos recursos audiovisuais não apenas como instrumento de pesquisa das sociedades humanas desde suas formas expressivas de vida social, mas como modalidade de encontro etnográfico dialógico entre o antropólogo e seus sujeitos de pesquisa. Ressaltamos, portanto, que a produção do conhecimento em Antropologia, como parte integrante dos fenômenos da cultura e das sociedades humanas, não pode prescindir das imagens, expressa nas formas de narrativas, nos gestos, nas posturas, nos artefatos, nos objetos, etc. daquilo que ele pratica como oficio. Mais recentemente, na trilha do uso de mapas, gráficos, fórmulas matemáticas, desenhos e gravuras, passando pela fotografia, o filme e o gravador como forma de registro e exposição dos seus dados de campo, a produção do conhecimento antropológico vem se nutrindo do uso das tecnologias da informática e das modernas redes digitais e eletrônicas como formas de extroversão de dados etnográficos, num novo processo de reinvenção da leitura e da escrita da representação etnográfica clássica em termos de sua natureza e forma. Neste sentido, o uso das tecnologias da informática, com o tratamento eletrônico ou digital da memória torna-se cada vez mais um interessante tema de investigação sobre a fruição estética contemporânea do tempo como realidade composta de um continuum de instantes logicamente hierarquizados, e não como simples "monumentos de lembranças". E, como sugere cada vez mais a análise compreensiva dos fenômenos da memória e do patrimônio etnológico no mundo contemporâneo, o tempo torna-se humano na medida em que está articulado de forma narrativa e que as ações, situações, acontecimentos vividos esboçam traços da experiência temporal humana. Parte integrante do dispositivo simbólico humano, como a linguagem e a técnica, a cidade moderna apresenta variações em torno de um mesmo motivo: a domesticação do tempo e do espaço através de símbolos. Assim, se em certos centros urbanos o ato de restaurar e conservar edificações são formas encontradas por seus habitantes para domesticar a passagem do tempo, fazendo da cidade um "cemitério de civilizações", em outros, a adesão ao ritmo de inovações e modernizações impõe a destruição de antigos casarios, velhos bairros e paisagens de arrabaldes, na busca de recriar o caos primordial onde se celebra, com vigor, o renascimento de um novo corpo coletivo. No Banco de Imagens e Efeitos Visuais, os cronotropismos bachelardianos das cidades brasileiras nos desafiam a pensá-las desde os tempos vividos dos seus habitantes em suas tensões com o tempo progressista e histórico do mundo. Em se tratando da pesquisa com as cidades brasileiras pautada por ritmos diferentes, medida pelos graus de tensão ou relaxamento dos seus habitantes diante da experiência da rapidez ou da lentidão do tempo em seus territórios, se atinge a etnografia da duração através do estudo desta elasticidade temporal (e suas modalidades narrativas). Explorando-se tais condições temporais na leitura das condições espaciais nas quais vivem os habitantes das grandes cidades do Brasil é fundamental o aprofundamento da pesquisa com etnografia hipertextual - forma adotada para etnografar a vida das formas urbanas contemporâneas como parte do contexto de sua leitura plural e múltipla, rendendo homenagem aos pais fundadores de nossa linha de pesquisa - a Antropologia urbana em seus namoros com a Antropologia visual.
Ana Luiza Rocha
Antropóloga

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Pesquisa de Campo


O texto do capítulo quatro diz respeito as metodologias dos trabalhos de campo, os resultados, as investigações e as variáveis situações e problemas existente nas pesquisas.
A pesquisa de campo inclui tanto a observação participante quanto a entrevista, atividades crucial que o pesquisador obtém todos os dados possíveis.
"Não se pode, de fato, estudar os homens à maneira do botânico examinando a samanbaia ou do zoólogo observando o crustáceo; só se pode fazê-lo comunicando-se com ele: O que supôe que se compartilhe sua existência de maneira durável (Griaule Leenhardt) ou transitória (Lévis-Straus)" diz François Laplatine (pag. 149).
As várias técnicas usadas acumularam informações em diferentes culturas e com isso codificaram as diferentes pesquisas.
As estratégicas de campo tem que ser definida antes da atuação na comunidade, pois, existem fases a serem apresentadas a equipe na atuação, antes, durante e depois da pesquisa, por isso, ser abordado, organizado, minuciosamente, uma política de atividades de circunstâncias práticas da situação de pesquisa, no grupo. Muitos não compreende as consequências para os objetivos da pesquisa. Schwartz e Schawartz define: "...O observador estar em relação face-a-face com o observadores participando da vida deles e colhendo dados, ao mesmo tempo modificando e sendo modificado por este contexto".
Sobre o "ser aceito", cicourel diz: "Uma pessoa torna-se aceita ao tipo de pessoa que revela ser aos olhos dos seus contatos no campo, do que aquilo que a pesquisa representa para eles. Os contatos querem se assegurar de que o pesquisador é um "bom sujeito", e não fará "nenhuma sujeira" com o que descobrir. Já Schwartz e Scwartz diz: "Participar ao "nível humano simplesmente e ao nível do papel planejado", isto é, participar como nativo e como cientista". O pesquisador(novato) anseia por ser aceito pela comunidade. É importante que as pessoas saibam dos objetivos de nós pesquisadores, principalmente, considerar alguma figura de potencial para entrar em contato.
Como já foi apresentado, existe todo um processo de estudo antes e durante as pesquisa de contato face-a-face. Após a pesquisa acontece um outro fato, que são os registro finais do material colhido. Scwartz e Scwartz diz: "O que acontece no intervalo de tempo entre o incidente e o seu registro final é da maior importância". Já François Laplatine diz: " A busca etnográfica, tem algo de errante. As tentativas abordadas, os erros comentidos no campo, constituem informações que o pesquisador deve levar em conta. Como também o encontro que surge frequentemente com o imprevisto, o evento que ocorre quando não esperávamos" (pag. 151). Os problemas encontrados na observação, interpretação, registro e na decisão sobre a importância de dados para uma teoria relevante surge na pesquisa de campo porque o observador é parte do ampo de ação. O cientista social precisa manter atitude de desinteresse em relação ao ator e à cena de ação prestando a atenção as estruturas de significado da cena, ao mesmo tempo que traduz tais estruturas para os construtos de interesses teóricos.
O observador precisa:
a) ter algum modelo de ator como parte de sua teoria social;
b) empregar uma série de regras processuais;
c) Usar o seu conhecimento do ator e a sua própria experiência de vida contidiana para travar as transações interpessoais;
d)abandonar temporariamente o uso da racionalidade mantendo uma atitude científica ao descrever as ações do ator.
De acordo com Schutz o observador deve ter alguma compreensão dos construtos do senso comum através dos quais o ator interpreta o seu meio. O observador fornece a base metodológica para estabelecer as regras e evidências de conhecimento e de prova correta. Estabelece a base para a correspondência entre sua teoria e os conhecimentos que observa e descreve.
Os objetos de pensamento com a finalidade de dar conta desta realidade social, têm que estar baseados nos objetos de pensamento construídos pelo senso comum dos homens que vivem na sua vida contidiana dentro de seu mundo social.
As técnicas de entrevistas tem que ser estudada pelo cientista para conseguir uma boa interação social. As dificuldades na obtenção de dados, seja por entrevista ou observação,não são diferentes. Têm-se que manter consciência dessas dificuldades e deixar claro que tipos de informações seriam necessários para cumprir seus objetivos.
Vemos que o texto apresenta as dificuldades no campo mostrando as regras de comportamento assim como a coleta de material por meio disciplinas e com conclusões finais necessárias e verdadeiras.
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Referâncias Bibliográficas:
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CICOUREL, Asron. " Teoria e Método em Pesquisa de Campo". In: Desvendando Máscaras Sociais. Tradução: Albar Zalluar Guimarães. Rio de Janeiro. 1975, pag 87-121.
LAPLATINE, François, "Aprenda Antropologia". 8ª Edição, 1994. Pag 149 e 151.
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Texto recomendado por Francisca Miller(Coordenadora-NAVIS) para iniciação na base de pesquisa NAVIS.
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Cláudio Rogério
Bolsista e estudante do Curso de Ciências Sociais - Bacharelado.

CIRCUITO FORA DO AR
próxima exibição:


SURVIVE STYLE 5 PLUS

Gen Sekiguchi, 120 min, Japão, 2004

"Não dê bola / se eu te trancar num quarto uma semana / não dê bola / se eu te passar bolachas / por debaixo da porta / sou eu que tô passando / bolachas debaixo / rapaz, eu tô amando". Existem formas estranhas de viver, de se expressar e até de amar. E existem algumas MUITO estranhas. Mas, acredite: por mais diferente que uma nova condição pareça, você se acostuma. O filme é uma bricolagem estupidamente hilária, pop e colorida de várias situações-limite surreais, recheadas de violência gráfica, recursos visuais kitsch e uma trilha sonora rock'n'roll pesada.

QUARTA-FEIRA - 03/09/08 - 20 hs
SALA C6 - SETOR II - UFRN
acesso gratuito
Núcleo de Antropologia Visual
NAVIS - CCHLA - UFRN

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Linhas de Pesquisas Realizadas.



Antropologia Urbana
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Nome do grupo: NAVIS - Núcleo de Antropologia Visual
Palavras-chave: Dinâmicas urbanas; Etnografias no meio urbano; Famila; Novas identidades; Organização social;
Pesquisadores:
-Daline Maria de Souza
-Eduarda Cristina de Lima Andrade
-Lisabete Coradini
-Maria Suely Paula da Silva
Estudantes:
-Alzilene Ferreira da Silva
-Edivania Duarte Celestino
Árvore do conhecimento:
Ciências Humanas; Antropologia; Antropologia Urbana;
Ciências Humanas; História; História do Brasil; História Regional do Brasil;
Ciências Humanas; Antropologia; Teoria Antropológica;
Setores de aplicação:
Desenvolvimento Urbano;
Educação superior.
Objetivo: A Antropologia tradicionalmente se preocupou com estudos de comunidades agrárias ou campesinas; agora o processo de globalização obriga a estudar uma série de fenômenos complexos que caracterizam o espaço urbano como também a necessidade de uma discussão metodológica que permite falar de uma novo olhar sobre a cidade. Esta tem como objetivo discutir as histórias urbanas, apropriação e impacto de novas tecnologias na produção das cidades, condições de vida, território sustentável, etc.
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Antropologia visual
Nome do grupo: NAVIS - Núcleo de Antropologia Visual.
Palavras-chave: Acervos; Antropologia Visual; Cinema; Fotografia; Uso da imagem; Vídeos;
Pesquisadores:
-Angela Maria de Souza Torresan
-Eduarda Cristina de Lima Andrade
-Lisabete Coradini
-Mirian Moema Filgueira Pinheiro
Estudantes:
-Bruno de Oliveira Lima
-Giovanna Hackradt Rêgo
Árvore do conhecimento:
Lingüística, Letras e Artes; Artes; Fotografia;
Lingüística, Letras e Artes; Artes; Artes do Vídeo;
Ciências Sociais Aplicadas; Comunicação; Comunicação Visual;
Setores de aplicação:
Desenvolvimento de novos materiais;
Formação permanente e outras atividades de ensino, inclusive educação à distância e educação especial;
Outras atividades de assessoria e consultoria às empresas.
Objetivo: O uso da imagem , da fotografia, do vídeo e de filmes com método de investigação, como fonte de pesquisa, como fonte documental, como resultado de pesquisa. Entender a emergência histórica da antropologia visual e verificar as possibilidades do uso da imagem de uma perspectiva antropológica.
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Espaço, Sociabilidade e Cultura Contemporânea
Nome do grupo: NAVIS Núcleo de Antropologia Visual
Palavras-chave: cidades; cultura urbana; espaço; método etnográfico; pesquisa antropológica; sociabilidade;
Pesquisadores:
-Daline Maria de Souza
-Lisabete Coradini
Estudantes:
-Bruno de Oliveira Lima
-Edivania Duarte Celestino
-Giovanna Hackradt Rêgo
Árvore do conhecimento:
Ciências Humanas; Antropologia; Antropologia Urbana;
Ciências Humanas; Antropologia; Teoria Antropológica;
Ciências Humanas; História; História Moderna e Contemporânea;
Setores de aplicação:
Desenvolvimento Urbano;
Educação superior.
Objetivo: A antropologia e o estudo das sociedade complexas; a cidade, espaços de práticas culturais diferenciadas; a cidade na história- a cidade moderna- pesquisa no contexto urbano, a vida cotidiana, moradia e vizinhança; apropriação do espaço por grupos diferenciados: os cenários e os atores.
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Documentação e acervos visuais
Nome do grupo: NAVIS Núcleo de Antropologia Visual
Palavras-chave: acervo; Cinema; documentação; Fotografia;
Pesquisadores:
-Mirian Moema Filgueira Pinheiro
Estudantes:
Árvore do conhecimento:
Ciências Humanas; Antropologia; Teoria Antropológica;
Lingüística, Letras e Artes; Artes; Fotografia;
Lingüística, Letras e Artes; Artes; Cinema;
Setores de aplicação:
Desenvolvimento Urbano;
Educação superior;
Formação permanente e outras atividades de ensino, inclusive educação à distância e educação especial.
Objetivo: Realizar pesquisa, documentação e formação de acervos de filmes, vídeos, fotos e fitas de áudio, procurando viabilizar a produção de documentos como resultados de projetos de pesquisa, por parte dos alunos, docentes e pesquisadores. Permitir aos alunos, professores e pesquisadores uma maior familiaridade com a imagem. isto implica em entender a iamgem como forma específica de linguagem, que se diferencai a partir dos diferentes meios que a veiculam (foto,cinema,TV,vídeo).
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Sistema Sócio-Cultural, Meio Ambiente e Etnociência
Nome do grupo: NAVIS Núcleo de Antropologia Visual
Palavras-chave: Classificação êmica; estudos de comunidade; Etnociência; mudança; Tradição; Pesquisadores:
-Francisca de Souza Miller
-Winifred Knox
Estudantes:
Árvore do conhecimento:
Ciências Humanas; Antropologia; Teoria Antropológica; Estudos de Comunidade.
Setores de aplicação:
Educação superior
Objetivo: Pequenas comunidades,a relação de conhecimento e ação entre a população e seu ambiente, o sistema de classificação popular da natureza, o saber tradicional. Confrontrar as realidades das relações éticas da população com a suas fontes de energia e sustento, com as realidades êmicas destas mesmas relações que vão pré-configurar oportunidades e problemas para a adaptação e sobrevivência.

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