quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

CONVITE PARA O LANÇAMENTO DO LIVRO: VIVENDO DO MAR.


Caros amigos, amigas, colegas, professores e pesquisadores
convido a todos para o lançamento do livro de minha autoria

"Vivendo do Mar: modos de vida e de pesca"

no dia 11/12/2009, 10 horas no NAC/UFRN.

Abraços a todos
Winifred Knox

Postagem autorizada.

Cláudio Rogério bolsista do Núcleo NAVIS (DAN).

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

27ª Reunião Brasileira de Antropologia (RBA)

O PPGAS da UFRN estará com uma participação expressiva na próxima ABA, que ocorrerá em Belém, em agosto de 2010. Teremos GTs coordenados por Eliane Tania, Francisca Miller, Luciana Chianca e Carlos Guilherme do Valle, e uma mesa-redonda com a participação de Edmundo Pereira. Depois do esforço para a realização da REA e uma participação também expressiva na RAM em 2009, estaremos também presentes em um dos espaços acadêmicos mais importantes na nossa área.

GT's e Mesas aprovados para 27ª

27a Reunião Brasileira de Antropologia (RBA)
Brasil Plural: Conhecimentos, Saberes Tradicionais e Direitos à Diversidade
1 a 4 de agosto de 2010, Belém – PA

Grupos de Trabalho e Mesas Redondas aprovados

1) Populações Tradicionais, Práticas Sociais e Meio Ambiente


Coordenadores: Francisca de Souza Miller e Márcia Regina Calderipe Farias Rufino
Debatedor: Simone Carneiro Maldonado.
Resumo: Este GT tem por objetivo reunir os pesquisadores que, desenvolvem estudos e pesquisas em e/ou com sociedades e comunidades de pescadores (marinhos, fluviais ou lacustres) e/ou sobre temas que envolvem essa atividade econômica e as relações que ela estabelece com outras esferas da vida social e cultural: sustentabilidade, meio ambiente, políticas de preservação sócio-ambiental e de desenvolvimento, conhecimentos tradicionais, conflitos e formas de mobilização, cultura material, religião, memória, relações de gênero, etc. desejamos, também, estabelecer vínculos entre pesquisadores que se têm dedicado a estudar os mais variados aspectos de um panorama que, vem recebendo uma atenção intermitente por parte das ciências sociais, ao passo que alguns setores das ciências naturais (biologia, oceanografia, ecologia) se voltam para as sociedades da pesca com fortes motivações de conhecimento. Assim, gostaríamos de medir o estado da arte dos estudos antropológicos nesse setor e traçar novas perspectivas de estudo interinstitucionais e interdisciplinares.

2) Corpos, Sexualidades, Identidades Dissidentes: Que Direitos, Quais Desejos

Coordenadores: Carlos Guilherme Octaviano do Valle e Larissa Pelúcio
Resumo: Nas ciências sociais no Brasil, os estudos que tratam das sexualidades dissidentes descolados de leituras patologizantes são recentes. Ainda há muito a debater sobre a ética particular que rege as ações de pessoas cujas vidas são marcadas pela experiência social da abjeção. O sensível aumento da visibilidade das sexualidades dissidentes tais como travestis, crossdressers, transexuais e intersex, evidenciou lutas e disputas sócio-político-culturais bastante variadas. Muitos dos espaços conquistados permanecem ligados à dimensão patológica com poucos avanços relativos à legitimação do desejo enquanto dimensão política, como a legalização da união civil entre pessoas do mesmo sexo. Daí a importância de buscarmos um aprofundamento nos debates sobre a nova ordem corporal e sexual e suas implicações éticas, estéticas e políticas. Assim, propomos um espaço de discussão de pesquisas sócioantropológicas que tratem das formas e modalidades de construção dos corpos por meio de determinados eixos de interpretação: gênero, sexualidade e identidade. A partir de um amplo conjunto de experiências, espera-se promover a discussão e articular as pesquisas que enfoquem a construção cultural e social dos corpos, das sexualidades e das identidades que poderiam ser consideradas dissidentes. Esperamos incentivar o debate sobre a dimensão extremamente relacional e, portanto, política sobre saberes, representações, políticas e identidades corporais e sexuais existentes no Brasil contemporâneo.

3) Festas e Identidades: Processos e Transformações

Coordenadores: Lady Selma Ferreira Albernaz e Luciana Chianca
Debatedor: Luiz Henrique de Toledo
Resumo: Os estudos que relacionam conteúdos simbólicos de festas como mediadores de afirmação de identidade estão se tornando mais frequentes na antropologia e tendem a enfatizar os processos de permanência e transformação dos arranjos das relações sociais, manifestos através das festas. Dessa forma tais estudos permitem dar relevo a conformação de grupos, revelando tensões e disputas, bem como consensos e coalizões em torno de significados e práticas sociais que sustentam a circunscrição desses grupos em seus limites e fronteiras. Partindo disso, novos enfoques tornam-se relevantes para pensar disputas pelo poder e novas posições sociais, ao mesmo tempo em que dão visibilidade à heterogeneidade cultural e social. Estas dimensões interpretativas são freqüentemente subsumidas quando as festas são pensadas a partir de suas configurações internas, no marco da tradição e permanência ao longo do tempo, desconsiderando sua historicidade. Dialogando com e evidenciando os limites e possibilidades desse tipo de estudos, este grupo de trabalho pretende pôr em evidência os processos que sustentam as transformações e tensões mediadas pelas festas, em suas interfaces afirmações de pertencimento e identidade dos grupos sociais, sustentadas, ambiguamente, pela idéia de tradição e permanência.

4) Uma Antropologia do Ciberespaço e no Ciberespaço

Coordenadores: Eliane Tania Freitas e Laura Graziela Figueiredo Fernandes Gomes
Resumo: O grupo de trabalho se propõe a refletir e discutir em dois planos distintos: os aspectos e experiências do ciberespaço e no ciberespaço. No primeiro plano (do ciberespaço) os aspectos operacionais, tecnológicos e cognitivos presentes no consumo das diferentes plataformas online. Por que todo mundo tem orkut? Ou um blog? O que leva as pessoas a investirem mais em algumas plataformas do que em outras? Necessidade, acessibilidade, usabilidade ou moda? No segundo plano (no ciberespaço), discutir fenômenos como as interações sociais que cada uma dessas plataformas promovem suas possibilidades, limites, efeitos sociais. O que seria valorizado, enfatizado em cada uma?
Assim, nosso GT se inscreve no campo de discussões especificamente voltado para uma antropologia do ciberespaço, da cibercultura e do consumo de tecnologias digitais no mundo contemporâneo. Daremos especial ênfase a reflexões originadas de estudos etnográficos, inclusive com a necessária problematizarão da prática de trabalho de campo online e da experiência etnográfica nela implicada. Tratar-se-ia de uma experiência singular, frente a outras etnografia, realizadas offline? Em que medida e em quais aspectos? assim, esperamos que o espaço do GT seja também um espaço para discussões metodológicas no campo da nossa disciplina.
Parabéns a todos pela aprovação das mesas. Depois do esforço para a realização da REA e uma participação também expressiva na RAM em 2009, estarão também presentes em um dos espaços acadêmicos mais importantes na nossa área.
Postado por Cláudio Rogério
Bolsista do Núcleo NAVIS (DAN), UFRN.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009



O Núcleo de Antropologia Visual do Departamento de Antropologia, convida a comunidade acadêmica e os demais interessados em geral da sociedade, para participarem do evento acima com variadas apresentações durante todo o dia. Abaixo consta a programação que terá convidados para integrar os debates conforme as amostras. Bom evento para todos.

PROGRAMAÇÃO
MOSTRA DE FILMES AFRICANOS
20 de novembro de 2009
Horário: 9h
Filme: Negros, a identidade no coração da questão negra (60 min.)
Direção: Agnaud N’Gatcha e Jerome Sesquin
Debatedor (a): Profa. Tânia Lima (Dep. de Letras/UFRN)
Horário: 14h30
Filme: Nha Fala (90 min.)
Direção: Flora Gomes
Debatedores: João Paulo Pinto(PPGAS/UFRN) e William Ferreira Gomes (Dep. de Letras/UFRN)
Horário: 18h30
Lançamento do vídeo-documentário “Capoeiras”.
Direção da Profa. Lisabete Coradini (NAVIS/UFRN).
Horário: 19h
Filme: A Ilha dos Espíritos (60 min.)
Direção: Licínio Azevedo
Debatedores: Marta Gonçalves (Dep. de Letras/UFRN) e Profa. Lisabete Coradini (Dep. de Antropologia/UFRN).
EXPOSIÇÃO “ARTE EM TODA A PARTE” DA ARTISTA PLÁSTICA MARIA FARINHA, NO HALL NO CCHLA/UFRN.
Local: Auditório B do CCHLA/UFRN
Apoio: CCHLA/UFRN

Postado por Cláudio Rogério
Bolsista do Núcleo NAVIS (DAN) UFRN
Colaborador do Evento

segunda-feira, 28 de setembro de 2009



Natal
07-11/out - Auditório SEBRAE 120 lugares - Av. Lima e Silva, 76
Lagoa Nova (84) 3616-7944

07/10 - quarta

13h
MOKOI TEKOA PETEI JEGUATÁ – DUAS ALDEIAS, UMA CAMINHADA - Arial Duarte Ortega, Germano Beñites, Jorge Morinico (Brasil, 63 min, 2008, doc)
DE VOLTA À TERRA BOA - Mari Corrêa, Vincent Carelli (Brasil, 21 min, 2008, doc)
PRÎARA JÕ, DEPOIS DO OVO, A GUERRA - Komoi Paraná (Brasil, 15 min, 2008, doc)
Classificação indicativa: livre

15h
NUNCA MAIS!!! COCHABAMBA, 11 DE JANEIRO DE 2007 - Roberto Alem (Bolívia, 52 min, 2007, doc)
DAYUMA NUNCA MAIS - Roberto Aguirre Andrade (Equador, 30 min, 2008, doc)
Classificação indicativa: livre

17h
À MARGEM DO LIXO - Evaldo Mocarzel (Brasil, 84 min, 2008, doc)
Classificação indicativa: livre

19h
SENTIDOS À FLOR DA PELE - Evaldo Mocarzel (Brasil, 80 min, 2008, doc)
PUGILE - Danilo Solferini (Brasil, 21 min, 2007, fic)
Classificação indicativa: livre

21h - Sessão de abertura
CORUMBIARA - Vincent Carelli (Brasil, 117 min, 2009, doc)
Classificação indicativa: livre

08/10 - quinta

13h
PRO DIA NASCER FELIZ - João Jardim (Brasil, 88 min, 2006, doc)
Classificação indicativa: livre

15h – Audiodescrição
O SIGNO DA CIDADE - Carlos Alberto Riccelli (Brasil, 96 min, 2007, fic)
* Sessão com audiodescrição para público com deficiência visual
Classificação indicativa: 16 anos

17h
CRUELDADE MORTAL - Luiz Paulino dos Santos (Brasil, 92 min, 1976, fic)
ESTRELA DE OITO PONTAS - Fernando Diniz e Marcos Magalhães (Brasil, 12 min, 1996, fic/ani)
Classificação indicativa: 16 anos

19h
UNIDADE 25 - Alejo Hojiman (Argentina / Espanha, 90 min, 2008, doc)
COCAIS, A CIDADE REINVENTADA - Inês Cardoso (Brasil, 15 min, 2008, doc)
Classificação indicativa: 16 anos

21h – Audiodescrição
NÃO CONTE A NINGUÉM - Francisco J. Lombardi (Peru / Espanha, 120 min, 1998, fic)
* Sessão com audiodescrição para público com deficiência visual
Classificação indicativa: 18 anos

09/10 - sexta

13h
YÃKWÁ, O BANQUETE DOS ESPÍRITOS - Virgínia Valadão (Brasil, 54 min, 1995, doc)
A ARCA DOS ZO’É - Dominique Tilkin Gallois, Vincent Carelli (Brasil, 22 min, 1993, doc)
O ESPÍRITO DA TV - Vincent Carelli (Brasil, 18 min, 1990, doc)
Classificação indicativa: livre

15h
TAMBÉM SOMOS IRMÃOS - José Carlos Burle (Brasil, 85 min, 1949, fic)
Classificação indicativa: livre

17h
O REALISMO SOCIALISTA - Raúl Ruiz (Chile, 52 min, 1973, fic/doc)
AGARRANDO PUEBLO (OS VAMPIROS DA MISÉRIA) - Carlos Mayolo, Luis Ospina (Colômbia, 28 min, 1978, fic)
Classificação indicativa: 16 anos

19h
DEVOÇÃO - Sergio Sanz (Brasil, 85 min, 2008, doc)
PHEDRA - Claudia Priscilla (Brasil, 13 min, 2008, doc)
Classificação indicativa: 12 anos

21h
GARAPA - José Padilha (Brasil, 110 min, 2008, doc)
Classificação indicativa: 12 anos

10/10 - sábado

13h
TAMBORES DE ÁGUA: UM ENCONTRO ANCESTRAL - Clarissa Duque (Venezuela / Camarões, 75 min, 2008, doc)
ALÉM DE CAFÉ, PETRÓLEO E DIAMANTES - Marcelo Trotta (Brasil, 15 min, 2007, doc)
TARABATARA - Julia Zakia (Brasil, 23 min, 2007, doc)
Classificação indicativa: livre

17h
HISTÓRIAS DE DIREITOS HUMANOS – vários diretores (diversos países, 84 min, 2008, doc/fic)
Classificação indicativa: 16 anos

19h
BAGATELA – A NECESSIDADE TEM CARA DE CACHORRO - Jorge Caballero (Colômbia / Espanha, 74 min, 2008, doc)
MENINO ARANHA - Mariana Lacerda (Brasil, 13 min, 2008, doc)
MENINOS - Gonzalo Rodríguez Fábregas (Uruguai, 14 min, 2008, doc)
Classificação indicativa: 12 anos

21h
ENTRE A LUZ E A SOMBRA - Luciana Burlamaqui (Brasil, 150 min, 2007, doc)
Classificação indicativa: 16 anos

11/10 - domingo

13h
O SIGNO DA CIDADE - Carlos Alberto Riccelli (Brasil, 96 min, 2007, fic)
OS SAPATOS DE ARISTEU - René Guerra (Brasil, 17 min, 2008, fic)
Classificação indicativa: 16 anos

15h
TRAGO COMIGO – Parte 1 (capítulos 1 e 2) - Tata Amaral (Brasil, 96 min, 2009, doc/fic)
Classificação indicativa: 16 anos

17h
TRAGO COMIGO – Parte 2 (capítulos 3 e 4) - Tata Amaral (Brasil, 96 min, 2009, doc/fic)
Classificação indicativa: 16 anos

19h
ESSE HOMEM VAI MORRER - UM FAROESTE CABOCLO - Emilio Gallo (Brasil, 75 min, 2008, doc)
CONTRA-CORRENTE - Agostina Guala (Argentina, 9 min, 2008, fic)
PARTIDA - Marcelo Martinessi (Paraguai, 14 min, 2008, fic)
Classificação indicativa: 16 anos

21h
O CAVALEIRO NEGRO - Ulf Hultberg, Åsa Faringer (Suécia / México / Dinamarca, 95min, 2007, fic) Classificação indicativa: 14 anos

* O formato de exibição dos filmes é DVCAM.

Esta postagem foi retirado do site:
http://www.cinedireitoshumanos.org.br/2009/index.php

Postado por:
Cláudio rogério
Bolsista do Núcleo NAVIS
DAN
UFRN

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

“TEMPORALIDADE PESQUEIRA E ESPAÇOS FEMININO E MASCULINO EM GANCHOS”




Rose Mary Gerber*
Por: Claudia Juliette*

Neste trabalho, a autora desenvolve cinco tópicos sobre a apropriação dos espaços e papéis femininos e masculinos, bem como a negociação existente entre eles, tendo como objeto a comunidade pesqueira de Ganchos. Reconstrói o imaginário que permeia a temporalidade da comunidade, em ritmos de calmaria e agitação, chegada e partida.
A realidade de Ganchos é relacionada à pesca, seja artesanal ou industrial. A vida dura da pesca acaba por construir ideais de gênero na comunidade pesqueira, sendo a figura masculina admirada por sua virilidade em frente às adversidades do trabalho no mar, e a feminina como a mulher reclusa que fica a espera de seu marido, assumindo todas as responsabilidades do lar em sua ausência.
A autora deixa claro uma divisão social/sexual dos espaços, criando uma visão de gênero estratificada do mundo, atividades e espaços bem definidos à homens e mulheres. O espaço feminino é o da casa, meio que assegura a honra feminina. Ao homem caberia o espaço da rua, onde ocorre sua socialização com os companheiros. Desde cedo esta ambivalência espacial x sexual é convencionada nos indivíduos, o menino aprende os segredos do trabalho que proverá sua futura família, em contrapartida, a menina é instruída para realizar as atividades domésticas e serviços. Ainda que as mulheres tenham participação no ofício da pesca, através do trato do pescado, não possuem reconhecimento na profissão, por não serem elas as desbravadoras marítimas. O universo feminino seria o âmbito do lar, o masculino do mar.
Traçando um paralelo com o Trabalho etnográfico da pesquisadora Carmem Rial (1991), a sociedade é apresentada como produtora do espaço, e este por sua vez, modelador da sociedade.
“A sociedade é produto simbólico, mas o simbólico é produtor do social.”
(Lévi-Strauss)
Além das diferentes apropriações do espaço, há também maneiras distintas, segundo cada gênero, de identificação com o ritmo em Ganchos. Quando os homens estão embarcados, a comunidade fica no ritmo calmo, as mulheres ocupam-se de seus afazeres, tanto as atividades domésticas, quanto os serviços que cabem aos homens (já que estão na ausência destes), período de celibato e esquecimento sexual, devido à ausência de seus maridos.
Em contrapartida, este é o momento de agitação dos homens, que vão à busca do sustento da família lutar contra as adversidades do mar. É hora se sua afirmação pessoal, em quanto homem, enquanto chefe da família.
Quando os homens regressam, ocorre uma inversão rítmica, é hora das mulheres estarem agitadas com a chegada, preparando recepção e as festividades, passam a exercer as ditas “atividades femininas”, e dão licença para que a presença masculina realize também seus ofícios em casa, provendo sua mulher e filhos, realizando a manutenção da estrutura doméstica. É chegado o tempo da calmaria masculina, o descanso dos turbilhões marítimos, o momento de sociabilidade com os colegas pelas ruas de Ganchos, os “heróis” regressam ao lar.
Desse modo apresenta-se à vida em Ganchos, oscilações rítmicas e espaciais, temporalidade fásica como os elementos cósmicos, girando a vida dos Gancheiros, e permitindo a nós, observadores dessa realidade, o espetáculo extraordinário de manifestação dos ciclos da vida.


*Rose Mary Gerber é Mestre em Antropologia Social pela UFSC-Universidade Federal de Santa Catarina, trabalha com populações tradicionais, destacando-se as comunidades indígenas e pesqueiras.
* Cláudia Juliette é participante do Núcleo NAVIS e estudante de graduação do curso de Ciências sociais.


Referências:

GERBER, Rose Mary. "Temporalidade pesqueira e espaços feminino e masculino em Ganchos". In: pesca e turismo: Etnografias da globalização no litoral do Atlântico Sul/ (ORG) Carmem Rial e Matias Godio, Florianópolis: NUPPE/CFH/UFSC, 2006. p. 113-128.


Postado por:
Claudia Julitte
DAN
UFRN

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Exposição fotográfica no REA - Antropologia Visual.

Durante os eventos realizados no REA 2009, o NAVIS expôs fotografias, referente, aqueles que fazem ou fizeram trabalhos de campo entre 2007 e 2009. Graduandos e pós Graduados fizeram-se presente expondo sua visão de campo.
Alguns baners homenagearam Mário de Andrade e Cascudo. As fotografias foram resultados de sua visita ao Estado do Rio Grande do Norte, em especial a cidade de Natal.


PAINEL: cláudio Rogério. fotos referente a pesquisa de campo em uma comunidade de Pesca no RN.



Postado por:

Cláudio Rogério

Bolsista do Núcleo NAVIS

DAN

UFRN

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

REA - II REUNIÃO EQUATORIAL DE ANTROPOLOGIA - UFRN. CLIK SOBRE A IMAGEM PARA VISUALIZAR.



GT 09 - Antropologia, Natureza e Populações Tradicionais.
Local: Sala F 3, Setor II, CCHLA (20 e 21 de agosto às 14 hs; 22 de agosto às 9 hs).
Coordenadores:
Francisca de Souza Miller (miller@ufrnet.br) – UFRN.
Rachel Rocha (rocharachel@hotmail.com) – UFAL.
Resumo: De que formas as apropriações dos espaços naturais e de seus recursos realizadas pelos mais variados tipos de sociedade vêm assumindo relevância na história da cultura e da disciplina antropológica? Este GT propõe divulgar pesquisas ou resultados de análises relativos não só a esse processo, mas aos de utilização do espaço procurando contemplar os seguintes enfoques: rever a questão à luz dessa área da disciplina e dar conhecimento do que se está estudando, avaliando e identificando em tempos de desenvolvimento sustentável, de movimentos ecológicos e de impactos de novas práticas e de novas formas de ocupação e interpretação do espaço, seja no nível da provisão da subsistência – como no caso de comunidades de camponeses e de pescadores, tanto marítimos quanto ribeirinhos – seja no do desenvolvimento de políticas propostas ou já em andamento nas áreas em questão. Assim, estaremos discutindo um escopo muito amplo relativo à questão do espaço, compartilhando estudos e projetos relativos às comunidades tradicionais brasileiras, seus movimentos e suas estratégias, tanto as tradicionalmente utilizadas quanto as novas, suscitadas por formas de apropriação tais como o turismo, a construção de portos e estradas; ou, ainda, pela apropriação de paisagens e cenários por parte da publicidade, da propaganda, da especulação imobiliária e outras formas de exploração como novas tecnologias de pesca, a aqüicultura e a carcinicultura.

Postado por:

Cláudio Rogério
Bolsista do Núcleo NAVIS
DAN
UFRN

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